segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Automação Residencial

A automação residencial é um conceito que surgiu no final da década de 90, inicialmente voltada mais a condomínios e prédios coorporativos de grande porte. Tratava inicialmente de sistemas como controles de acesso, monitoramento de imagens e acionamentos de pequenos sistemas independentes como recalque d’água, iluminação de áreas comuns, e sistemas se segurança.
Se pararmos para analisar possuímos hoje inúmeros sistemas tecnológicos em nossas residências, tais como, alarmes, sistemas de climatização, iluminação controlada, sistemas de áudio e vídeo, controle de acesso, monitoração por imagem, todos esses sistemas na maioria das vezes não são utilizadas em suas máximas potencialidades pois são sistemas isolados uns dos outros e a operação de todos ao mesmo tempo não é nada prática.
Imagine a seguinte situação, você chega em casa, desativa o alarme, aciona o portão eletrônico da garagem, estaciona o carro, liga a luz da garagem, sai da garagem, abre a porta da residência aciona a luz da residência, liga a TV ou o rádio, abre as persianas da residência, e por meio de 4 ou 5 interruptores ajusta uma iluminação confortável para relaxar na sua sala. Com a automação residencial tudo isso pode ser feito da seguinte forma: você chega em casa, ao acionar o portão eletrônico o mesmo comando já desativa o alarme, liga a luz da garagem e aciona a iluminação básica para lhe guiar até uma área comum da residência. Os portões detectam a passagem do carro e fecham-se o mais rápido possível. Sensores de movimento detectam que você já saiu da garagem e desligam as luzes automaticamente. Pelo código do controle que você acionou o portão o sistema já lhe reconhece e aciona o cenário de iluminação que você programou, e também liga o som ambiente da residência na radio ou na lista de reprodução que escolheu. Ainda poderiam abrir-se automaticamente as persianas da residência.
Ou seja, a automação residencial lhe auxilia em tudo aquilo que é repetitivo. Encurta o caminho entre o comando e a ação desejada. As vezes projetos luminotécnicos detalhados, com lustres e luminárias selecionados, acabam caindo em desuso. Isso porque o usuário precisa recorrer a inúmeros interruptores para montar a cena adequada para cada momento. Com a automação ele pressiona a tecla “Jantar Intimo” e as iluminação se molda para  a ocasião, ligando e desligando automaticamente as luminárias desejadas.
Todas estas possibilidades são possíveis por meio de um projeto único que envolve infra-estrutura, dispositivos e software de controle. A meta de um projeto de automação residencial é garantir ao usuário a possibilidade de controle e de acesso aos equipamentos instalados em sua residência, de dentro ou de fora da mesma. Além disso, uma das principais preocupações dos projetistas e instaladores de sistemas de automação residencial deve ser a integração destes elementos. Um dos problemas dos produtos de ponta lançados no mercado como Home-Theathers, DVD(Digital Video Disc), CFTV (Circuito Fechado de Televisão), entre outros, é a total falta de integração entre estes aparelhos. O CFTV não se comunica com o Home-Theather, por exemplo, a iluminação não se comunica com o controle de acesso, dentre outras situações. Temos em nossas casas uma quantidade absurda de controles remotos: possuímos climatizadores, televisores, aparelhos de som, DVDs, portões eletrônicos, receptores de TV, e cada equipamento tem o seu próprio controle isolado. Com a automação residencial tudo isso pode ser conjugado em um único controle, você pode por exemplo enquanto assiste seu filme com o controle na mão verificar se o portão da garagem ou a persiana do quarto que esta no segundo pavimento da residência estão realmente fechados

Essas facilidades mostram como a automação residencial está se desenvolvendo e se tornando cada vez mais inseparável dos projetos residências de alto nível. Em pouco tempo nossas residências poderão estar totalmente conectadas. Mas o que realmente importa na automação residencial é o estilo de vida e preferências de quem vai residir no local. Por isso as soluções são muito pessoais e dirigidas. Cabe salientar ainda que a maioria dos sistemas de automação residencial existentes no mercado podem ser instalados parte a parte, possibilitando expansões futuras. O crescente avanço das tecnologias sem fio permitem automatizar a casa pronta, mas não dispensam um olhar crítico na hora de optar por quais sistemas usar sem fio e quais usar com fio na hora da construção.  Portanto se você esta construindo ou irá construir sua residência, leve em consideração que provavelmente dentro de alguns anos, sistemas de automação serão ainda mais populares.  Você preparando sua casa hoje para recebê-los no futuro, irá facilitar em muito a instalação dos mesmos, evitando problemas com interferências, inviabilidade de instalação ou lentidão na transmissão dos sinais.


                              Jacson Weich Lemos e Luis Felipe Scherer
                                          Engenheiros Eletricistas e
                                    proprietários da Empresa Estruturar
                                           http://www.estruturar.eng.br/


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sustentabilidade e equilíbrio energético.
Parece ser um dilema, mas, esta é uma questão que cada um de nós deverá enfrentar ao longo do tempo. Como profissional de projetos, especialmente das instalações elétricas em habitações, tenho constatado sistematicamente a intrínseca relação entre o crescimento econômico da população e o desejo, quiçá a necessidade, de consumir esta forma de energia. A reflexão surge quando somos instados a pensar em novas edificações e verificamos que o desejo das pessoas por bens, anteriormente intangíveis, aflora de forma inconteste. São novos gadgets que surgem a todo instante facilitados pela incrível velocidade da eletrônica e das telecomunicações, inteligentemente produzidos por grandes conglomerados industriais. São novos aparelhos eletrodomésticos, nem sempre portáteis, a preços acessíveis despertando não apenas a cobiça, mas a possibilidade de aquisição, transformando-nos e às nossas casas em vorazes consumidores de eletricidade.
Mas o que fazer em termos de engenharia e, por consequência, de engenhosidade, para atender estes anseios crescentes da população? A resposta não é simples, porém, vejo na questão da sustentabilidade das habitações uma resposta eficaz.
O primeiro ponto a se considerar é a necessidade de vislumbrarmos com clarezas que, para que um projeto seja sustentável, ele precisa fundamentalmente ser viável. De nada adianta planejar ações que aperfeiçoem a operação e o funcionamento das habitações, se for necessário um investimento demasiadamente alto para concretizá-las. Por isso, para que seja válida e sustentável, o mais importante é que a ação, a médio ou longo prazo, seja paga e possivelmente remunerada, com as próprias economias geradas.
Muitas vezes, é necessário iniciar as ações sustentáveis com investimentos em equipamentos que visem à eficiência energética, como sensores, temporizadores, redução de ilhas de calor e até pinturas adequadas bem como a inclusão de áreas de sombreamento, com jardins de espécies nativas e, mais recentemente, a instalação de verdadeiras micro usinas de energia eólica e solar na cobertura das edificações.
Também podem ser praticadas ações simples, como a coleta seletiva de resíduos, amplamente divulgada e já executada em grande parte dos nossos municípios, mesmo para pequenos e médios geradores de resíduos. Medidas como estas podem ser aplicadas tanto em empreendimentos já existentes como também em novas construções. Nos dois casos, o investimento, além de todos os benefícios ambientais, proporciona redução de custos em médio prazo, uma vez que aperfeiçoa o uso da energia.
Sejam em edificações novas ou para empreendimentos já existentes, torna-se necessário a existência de uma legislação municipal que seja pautada pela busca por certificações, para validar as práticas sustentáveis, como existem nos países desenvolvidos e em importantes cidades brasileiras. Vejo como inevitáveis tais práticas e a tendência é que, estimuladas pelos poderes públicos, tenhamos uma trajetória crescente na busca das aludidas certificações.
Por ser sustentável desde a construção, empreendimentos com tais praxis certamente poderão ter uma sobrevalorização significativa em relação a empreendimentos comuns, além de apresentar uma maior velocidade na comercialização. Embora o valor inicial seja mais alto para quem adquire os espaços, a tendência é que o valor do condomínio seja menor, com o passar do tempo, já que a edificação é projetada para aperfeiçoar o uso de recursos, evitando o desperdício.
Estudos ambientais e de sustentabilidade indicam que quando a operação também é sustentável, a redução gerada com a melhoria da performance chega a pelo menos 30%, o que possibilita atratividade para o empreendedor instalado nos espaços comerciais e de serviços, em prédios de utilização mista. Sistemas de acondicionamento do ar, uma das principais medidas amplamente revistas em um projeto sustentável, constitui-se em um dos vilões dos condomínios correspondendo a 48% do total da conta de energia, mas esse número pode chegar até 60%, dependendo da solução adotada, nível de eficiência e idade do equipamento.
Uma edificação Green (verde), é projetada com tecnologia para consumir menos energia e menos água, o que amplia os benefícios em longo prazo. Mas, para que as práticas sustentáveis cheguem aos pequenos e médios empreendimentos, é preciso a disseminação da informação, seja por iniciativas públicas ou privadas. A sustentabilidade é um jogo em que todos ganham - a sociedade, o planeta e o investidor - porém, poucos conhecem o benefício dos edifícios verdes porque ainda não os temos na nossa região. Por pouco tempo: essa é uma das nossas metas. Investir nas mudanças, em um novo contexto acredito ser uma excelente aposta para o bem viver.
                                                 Mario  Noronha  Agert
                                                  Engenheiro Eletricista
                                                   Professor da Unijuí

segunda-feira, 8 de agosto de 2011


A importância da compatibilização dos projetos na construção de edifícios

As exigências do mercado atual quanto à qualidade das edificações visando à redução de custos, têm exigido das empresas construtoras a adequação de suas estratégias. O perfil da indústria da construção tem se mostrado adequado para a adoção de programas de qualidade, uma vez que o mercado tem apresentado um crescente nível de competitividade.
Para atingir o grau de qualidade competitivo, há necessidade que a empresa construtora reduza os custos operacionais e, portanto elimine os desperdícios, oferecendo aos seus clientes, soluções cada vez mais inovadoras. Isso pressupõe a necessidade de treinamento de mão-de-obra e a padronização dos procedimentos e métodos. As estratégias devem envolver as etapas de planejamento, projeto e execução da obra.
Dentro deste contexto a compatibilização dos projetos é de extrema importância. Isso significa sincronia entre os projetos arquitetônico, estrutural, de fundações com os demais projetos complementares (hidrossanitário, elétrico, telefone, instalações de combate a incêndios e outros).
Para atingir essa sincronia é preciso existir um coordenador de projetos para que as reuniões técnicas com todos os profissionais envolvidos sejam produtivas e bem conduzidas. Além disso, cabe ao coordenador manter atualizadas entre todos os projetistas as alterações realizadas nos projetos no decorrer do processo. Os projetos por sua vez devem ser fiéis na especificação dos dados técnicos e devem apresentar o grau de detalhamento necessário, visando à perfeita construtibilidade do edifício projetado.

Raquel Kohler
Arquiteta

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Padronização de Serviços na Construção Civil

O mercado da construção civil está cada vez mais exigente e sempre em busca da qualidade pelo menor preço. Uma obra para ser bem executada e gerar lucros satisfatórios para a construtora necessita, antes de tudo, de um bom planejamento e de um bom vínculo entre a equipe de colaboradores. O planejamento é a parte da estratégia de gerenciamento utilizada pelas empresas com o objetivo de minimizar futuros problemas nas obras, estabelecer relações de convívio satisfatórias entre colaboradores, minimizar custos e gerar bons lucros. Está estratégia é baseada no planejamento de compras de mercadorias com preços justos e qualidade para as obras, em condições adequadas de segurança aos trabalhadores, em relações interpessoais boas, no controle de execução dos serviços e no descarte de materiais. Atualmente são poucos os profissionais de engenharia que aprofundam estudos de gerenciamento de obras. Vale ressaltar que o conhecimento da série ISO 9000, que estabelece um modelo de gestão para qualquer tipo ou dimensão de organização e possui a função de normatizar produtos e serviços influenciando na melhoria contínua do processo, é de grande importância e pode fazer grande diferença no gerenciamento de uma obra. Nesse contexto, a Sulcon Engenharia vem implementando os requisitos do PBQP-H – Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat, o qual possui objetivo básico de incentivar a modernização por meio da melhoria da qualidade, da produtividade e da redução de custos da construção habitacional, buscando aumentar a competitividade no setor. A empresa possui certificação no Nível “C”, comprometendo-se certificar-se ao Nível “A” até dez/2012.











Leonardo Siebeneichler

Formando em Engª Civil 2011-UFSM

terça-feira, 12 de julho de 2011

Bem - vindo a Sulcon.

O Blog Sulcon é um espaço destinado às notícias, projetos e dicas relacionadas ao universo da construção e, também, às matérias relacionadas à empresa e sua equipe.



Através de uma iniciativa dos engenheiros Fernando Bruno Siebeneichler e Luís Antônio Siebeneichler,  a Sulcon iniciou suas atividades em 21 de setembro de 1989. Nessas mais de duas décadas de atuação, a empresa consolidou sua marca no mercado da construção civil através de um trabalho qualificado, profissional e confiável. Mantém uma conduta que valoriza o relacionamento com seus clientes, fornecedores e colaboradores, cientes de que o êxito está em um trabalho conjunto e contínuo.